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Presidente do Siemaco é preso em Santos por suspeita de extorsão e intimidação durante greve

André Domingues de Lima, o "Fuzil", presidente do Siemaco da Baixada Santista, foi preso preventivamente na quarta-feira (13) durante operação da Polícia Civil em Santos (SP). Ele é investigado por suposta extorsão, coação e intimidação contra trabalhadores da limpeza urbana durante a greve de março deste ano. O sindicato nega as acusações e diz confiar na inocência do dirigente.

Por Eu Googlando IA3 min de leitura
Presidente do Siemaco é preso em Santos por suspeita de extorsão e intimidação durante greve
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  • André Domingues de Lima, o 'Fuzil', presidente do Siemaco da Baixada Santista, foi preso preventivamente em Santos na quarta-feira (13)
  • Ele é investigado por suspeita de extorsão, coação e intimidação contra trabalhadores durante a greve da limpeza urbana de março de 2025
  • A greve afetou seis cidades: Santos, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Bertioga
  • Policiais apreenderam armas, munições e coldres táticos na residência do sindicalista e na sede do Siemaco
  • O sindicato nega as acusações, afirma que o dirigente colabora com as investigações e pede 'serenidade' à sociedade
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Sindicalista preso após denúncias de trabalhadores

André Domingues de Lima, conhecido como "Fuzil", presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) da Baixada Santista, foi preso preventivamente na quarta-feira (13) por agentes da Polícia Civil durante uma operação realizada na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

A investigação teve início a partir de denúncias sobre a suposta conduta do sindicalista durante a greve da limpeza urbana ocorrida em março deste ano. Segundo as apurações policiais, André teria se envolvido em um esquema de extorsão, coação e intimidação contra trabalhadores da categoria durante a paralisação.

O sindicalista está no quarto mandato consecutivo como presidente do Siemaco na Baixada Santista e atua há mais de 14 anos no movimento sindical da região, segundo informações divulgadas pela própria entidade.

A greve que originou as denúncias

A paralisação de março de 2025 afetou seis municípios da Baixada Santista: Santos, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Bertioga. Durante os dias de greve, houve acúmulo significativo de lixo em bairros dessas cidades, impactando diretamente a rotina dos moradores.

O motivo da greve era o impasse em torno do Programa de Participação nos Resultados (PPR). Trabalhadores e o sindicato questionavam a transparência nos cálculos dos valores pagos pelas empresas responsáveis pelos serviços, além de alegarem redução nos repasses destinados à categoria.

Foi justamente nesse contexto que as denúncias contra o presidente do Siemaco ganharam corpo, levando à abertura da investigação policial que resultou na prisão desta semana.

Armas apreendidas na casa e na sede do sindicato

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão — executados tanto na residência de André Domingues de Lima quanto na sede do Siemaco —, os policiais encontraram armas de fogo, munições e coldres táticos.

Segundo a investigação, o modo como os armamentos estavam armazenados indicaria uso intimidatório para forçar paralisações. Entre os itens apreendidos estão:

- Uma pistola calibre .380, com carregadores e munições, localizada na residência do sindicalista, com registro vencido; - Um revólver calibre .38, encontrado dentro de um cofre camuflado na sede do sindicato, com registro vinculado a uma arma anteriormente relacionada a investigações anteriores.

A presença de coldres táticos no local também chamou atenção dos investigadores, reforçando a linha de apuração sobre possível uso dos armamentos como instrumento de coerção.

Sindicato afirma que presidente é inocente

Em nota divulgada nas redes sociais do Siemaco Baixada Santista nesta quinta-feira (14), a entidade se posicionou oficialmente sobre a prisão do presidente. O sindicato afirmou que "todas as providências legais estão sendo tomadas" e destacou que André "nunca teve qualquer tipo de problema judicial, notadamente na esfera criminal".

A entidade também pediu que a imprensa e a sociedade aguardem "com serenidade" o andamento das investigações, alertando para o risco de "julgamentos precipitados" antes do desfecho do processo.

O Siemaco ainda informou que André Domingues de Lima está colaborando com as investigações e manifestou confiança de que a inocência do dirigente será comprovada ao longo do processo judicial.

O que acontece agora

A prisão é de natureza preventiva, o que significa que André permanece detido enquanto as investigações avançam, sem que haja ainda condenação definitiva. A Polícia Civil de Santos segue apurando os fatos relacionados ao esquema investigado.

A situação coloca em evidência o cenário de tensão nas relações trabalhistas da limpeza urbana na Baixada Santista, região que depende diretamente desses serviços para a manutenção da saúde pública e da limpeza nos municípios litorâneos. Para os moradores das seis cidades afetadas pela greve de março, o caso representa mais um capítulo de um conflito que já trouxe consequências concretas ao cotidiano local.

A reportagem aguarda retorno da Polícia Civil de Santos e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para comentários adicionais sobre o andamento das investigações.

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