Anitta abre o jogo sobre maternidade: "Não congelei óvulos. Não me enxergo sendo feliz tendo filhos"
Aos 33 anos, Anitta revelou à revista Glamour que decidiu não ter filhos e que nunca congelou óvulos. Na capa da edição outono/inverno 2026, a cantora relacionou a pressão pela maternidade ao machismo e ao condicionamento social imposto às mulheres desde a infância.

- Anitta declarou à revista Glamour que não quer ter filhos e que nunca congelou óvulos
- A cantora relacionou a pressão pela maternidade ao machismo e ao condicionamento social imposto às mulheres desde a infância
- Anitta classificou a maternidade como 'uma função injusta e desequilibrada', mas não descartou mudar de opinião no futuro
- A artista citou problemas de saúde desde a covid-19 como um dos motivos para descartar o congelamento de óvulos
- As declarações foram feitas na capa da Glamour outono/inverno 2026, coincidindo com o lançamento do álbum #Equilibrivm
A decisão que todo mundo queria saber
Ela falou. E falou sem rodeios. Anitta, a Larissa de Macedo Machado que saiu de Honório Gurgel para conquistar o mundo, usou as 12 páginas da sua entrevista para a capa da Glamour outono/inverno 2026 para colocar para fora uma das decisões mais pessoais de sua vida: não quer ter filhos — e não, não está guardando óvulos congelados "só por via das dúvidas".
"Não congelei óvulos, não penso nisso", afirmou a cantora de forma direta ao veículo. A declaração, publicada nesta sexta-feira (15), já repercutiu nos quatro cantos da internet — e não é pra menos.
"Pensamento machista": Anitta coloca o dedo na ferida
Longe de encarar o assunto como algo trivial, Anitta foi fundo na reflexão. Para ela, grande parte do desejo feminino pela maternidade é construído — não natural. E ela não hesitou em nomear o vilão dessa história.
"Eu nasci com esse pensamento, desde criancinha. A sociedade condiciona a mulher a querer isso — ainda bem, inclusive, que as pessoas estão olhando com mais seriedade para a misoginia e para os perigos desse pensamento machista", disse a artista em trecho reproduzido pelo portal Natelinha.
A cantora foi além: "Porque a gente vai, desde menina, sendo doutrinada a pensar que o sucesso feminino está automaticamente relacionado a arrumar marido, ter filhos... A mulher só tem valor se cumprir esses quesitos. A gente fica sem saber o que é vontade nossa e o que foi imposto pelos outros."
Direto ao ponto, sem papas na língua. Clássica Anitta.
Três anos de autoconhecimento que mudaram tudo
A declaração sobre maternidade não surgiu do nada. Ela é fruto de um processo intenso — três anos de mergulho interior que a própria cantora descreve como uma revolução pessoal.
Desse período nasceu #Equilibrivm, seu novo álbum, apontado por ela mesma como provavelmente o trabalho mais genuíno de toda a sua carreira. Fé, espiritualidade, autoconhecimento e escolhas de vida são os pilares tanto do disco quanto da entrevista à Glamour.
"Depois que mergulhei nessa busca por mim mesma, não me enxergo sentindo prazer ou sendo feliz tendo filhos", declarou Anitta, segundo as fontes consultadas. A cantora também classificou a maternidade como "uma função injusta e desequilibrada" dentro da estrutura social atual.
Porta fechada? Nem tanto — mas há uma condição
Para quem achou que Anitta fechou o assunto com chave de ouro: calma. Ela deixou uma fresta aberta — mas nos seus próprios termos.
"Pode ser que mude lá na frente? Claro, não sou fechada a nada na minha vida, a gente vive em constante evolução e mudança. Mas, hoje, ainda vejo como uma função injusta e desequilibrada", ponderou a artista.
E se um dia a vontade aparecer? Ela já tem o caminho planejado: "Se eu mudar de opinião, tem tanta criança no mundo que não tem pais, tanta gente esperando para ser amada. Se der vontade, no futuro, não terei esse problema."
Sobre o congelamento de óvulos, ela também explicou por que descarta o procedimento: "Além disso, congelar óvulos é uma função pesada, altera todos os hormônios. Tenho a saúde muito fragilizada desde a covid-19, então não vejo vantagem em colocá-la em risco."
"Sou um exemplo bacana" — e ela tem argumentos
Entre uma reflexão e outra, Anitta também falou sobre ser modelo para suas fãs. Sem modéstia — mas também sem arrogância. Do jeito dela.
"Me considero um modelo a ser seguido no sentido de princípios e caráter. Eu não quero ter filhos, mas se tivesse, gostaria de ser uma inspiração. Quando olho para a minha história, penso: 'Eu não tinha nada, estudei muito, sempre fui a melhor aluna das escolas que frequentei, trabalhei e me esforcei muito, dou muito valor à minha família'", disse à Glamour, conforme reproduzido pelo UAI Entretenimento.
A cantora completou: "Nunca fiz mal a ninguém, nunca sacaneei ninguém, nunca roubei de ninguém. Isso é uma coisa que me orgulho."
Solteira, lançando álbum e na capa da Glamour
Anitta está solteira desde o início de 2026, após o término do relacionamento com o empresário Ian Bortolanza. O momento pessoal, no entanto, parece não abalar em nada sua potência profissional.
A capa da Glamour outono/inverno 2026 chegou às bancas nesta sexta-feira (15) em todo o Brasil — e a entrevista completa ocupa nada menos que 12 páginas da edição impressa. Uma Anitta crua, reflexiva e sem filtros: essa é a proposta do projeto e, pelo visto, ela entregou tudo.
Com #Equilibrivm prestes a movimentar a cena musical, fica claro que a cantora não está apenas lançando um disco. Está apresentando uma nova versão de si mesma — e essa versão não deve satisfações a ninguém.





