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Economia

Governo anuncia retomada da Fafen-BA, fábrica de fertilizantes paralisada há seis anos em Camaçari

O governo federal anunciou a retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari (BA), paralisada desde 2019 após processo de desinvestimentos da Petrobras. A unidade produz ureia e amônia para o agronegócio e integra o Plano Nacional de Fertilizantes, que tem como meta reduzir para 45% a dependência brasileira de importações — hoje responsáveis por 85% do consumo nacional, conforme a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

Por Eu Googlando IA2 min de leitura
Governo anuncia retomada da Fafen-BA, fábrica de fertilizantes paralisada há seis anos em Camaçari
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  • O governo federal anunciou a retomada da Fafen-BA, fábrica de fertilizantes em Camaçari (BA) paralisada desde 2019.
  • A unidade produz ureia e amônia e tem capacidade instalada para cerca de 726 mil toneladas de ureia por ano, segundo dados históricos da Petrobras.
  • O Brasil importa 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Anda; o Plano Nacional de Fertilizantes mira reduzir essa dependência para 45% até 2050.
  • Setor aguarda redução na pressão de preços dos insumos, mas especialistas apontam desafios no abastecimento de gás natural e na logística de distribuição ao Centro-Oeste.
  • A reativação deve gerar centenas de empregos diretos e indiretos em Camaçari, sede do maior polo petroquímico da América Latina.
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A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), situada no Polo Industrial de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, será reativada pelo governo federal após seis anos paralisada. A unidade havia sido desativada em 2019 durante o processo de desinvestimentos conduzido pela Petrobras e sua retomada é apresentada como parte da estratégia de redução da dependência brasileira de insumos importados.

O Brasil importa hoje cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Essa exposição ao mercado externo ficou evidente em 2022, quando o conflito entre Rússia e Ucrânia provocou forte alta nos preços globais de insumos agrícolas, afetando diretamente o custo de produção dos agricultores brasileiros.

A Fafen-BA produz principalmente ureia e amônia, insumos essenciais para culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e algodão — base das exportações do agronegócio nacional. Segundo dados históricos da Petrobras, a unidade tem capacidade instalada para produzir aproximadamente 726 mil toneladas de ureia por ano.

A reativação integra o Plano Nacional de Fertilizantes, lançado em 2022, que estabelece como meta reduzir a dependência externa de fertilizantes para 45% até 2050, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além da reativação de unidades existentes, o plano prevê investimentos em novas plantas e parcerias público-privadas para ampliar a produção de potássio e fosfatados, os outros dois macronutrientes centrais para a agricultura.

Com mais oferta doméstica de ureia e amônia, o setor produtivo aguarda redução na pressão sobre os preços dos insumos, que nos últimos anos comprometeram parcela relevante do custo de produção de culturas como a soja, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A dependência de produto importado expõe o produtor a variações cambiais e a rupturas logísticas internacionais — riscos que uma unidade nacional em operação ajuda a mitigar.

A reabertura também tem impacto socioeconômico direto para a Bahia. Camaçari abriga o maior polo petroquímico da América Latina e tem na indústria sua principal fonte de renda e arrecadação. A operação de uma planta de grande porte como a Fafen-BA gera centenas de postos de trabalho diretos e um número expressivo de empregos indiretos na cadeia de fornecedores, transporte e serviços locais.

Apesar da expectativa positiva em torno do anúncio, a retomada plena das operações enfrenta desafios concretos. O principal deles é o abastecimento de gás natural, matéria-prima indispensável para a produção de amônia e ureia. O custo e a disponibilidade do insumo energético serão determinantes para a competitividade do fertilizante produzido em Camaçari frente ao produto importado.

Há ainda o desafio logístico de distribuição até as regiões consumidoras, concentradas principalmente no Centro-Oeste brasileiro. Investimentos em modais ferroviário e rodoviário serão necessários para que o insumo produzido na Bahia chegue de forma competitiva ao campo. O setor produtivo acompanhará de perto os primeiros resultados de produção e os reflexos nos preços praticados ao agricultor nas próximas safras.

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